A solenidade de abertura do 4º Congresso Nacional da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística), realizada na noite de terça-feira (07 / 04), em Brasília, foi marcada por discursos em defesa da unidade, da necessidade de eleger candidatos do campo progressista no Congresso Nacional, da solidariedade internacional, do combate à pejotização do trabalho e da importância de reeleger o presidente LULA para dar continuidade aos avanços sociais.
A abertura reuniu lideranças do ramo dos transportes, parlamentares e representantes do Governo Federal e de entidades internacionais, como a ITF (Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes) e a FUTAC (Federação Unitária de Transportes, Portos, Pesca e Comunicação da América e Caribe), que prestigiaram a solenidade. O Congresso termina na sexta-feira, dia 10, e está acontecendo na sede da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura).
Também participam o presidente da CNTTL, Paulinho do Transporte, que também é presidente do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região; o vice-presidente do Sindicato, Francisco França; o secretário-geral do Sindicato e diretor da CNTTL, Adalberto de Souza Carvalho (Dadá).
Integrantes da delegação cubana e de entidades latino-americanas reforçaram que “Cuba não está só” e que ataques ao país representam ameaças à própria humanidade. Também houve manifestações de apoio à Venezuela e ao presidente que está preso nos EUA desde janeiro Nicolás Maduro, além de repúdios aos ataques dos Estados Unidos, sob liderança de Donald Trump, e de Israel ao Irã.
Na solenidade de abertura, a secretária de Mulheres da CNTTL, Alexsandra Duarte, chamou atenção para o enfrentamento à violência contra as mulheres, citando dados alarmantes sobre o feminicídio e reforçando a necessidade da participação dos homens, da implementação de políticas públicas e da criação de protocolos de combate à misoginia.
FALA DE PAULINHO DO TRANSPORTE
Em seu discurso, o presidente da CNTTL, Paulinho do Transporte, destacou a atuação decisiva da Confederação, que evitou uma paralisação recente dos caminhoneiros ao priorizar o diálogo com o Governo Federal. Essa atuação resultou em uma Medida Provisória divulgada pelo Governo Federal que estabeleceu regras mais rígidas para garantir o cumprimento do piso mínimo de frete. Ele ressaltou que apenas a CNTTL apresentou 31 emendas no Congresso Nacional com o objetivo de melhorar as condições de trabalho no setor de transportes.
Aos mais de 300 delegados e delegadas presentes no Congresso, Paulinho destacou o papel estratégico do ramo do transporte e defendeu a importância de eleger uma bancada de representantes alinhados com a pauta dos trabalhadores no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas.
“Temos trabalhado pela unificação das nossas ações. A CNTTL, em conjunto com a CNTTT — e aqui está o companheiro Pestana — tem dobrado o nosso peso de influência junto ao governo. Mas não adianta dizer que este é um governo de esquerda e simplesmente nos acomodarmos achando que os benefícios virão. É necessário pressão. Ganhar a Presidência não significa ganhar o poder. Hoje temos uma Presidência que representa os trabalhadores, mas enfrentamos um Congresso que, em sua maioria, representa os interesses econômicos e os exploradores da classe operária. E fica a pergunta: se somos maioria na sociedade, por que eles são maioria no Congresso contra nós. Por isso, precisamos mudar o Congresso e reeleger o presidente Lula. A responsabilidade de cada um é grande; é um ano em que não podemos vacilar, ou estaremos fadados à extinção”, alertou Paulinho, sob aplausos da plateia.
O dirigente também falou que os trabalhadores e trabalhadoras dos transportes precisam ter voz nos espaços de poder, no Congresso, assembleias e câmaras municipais.
“Qual é a voz que os trabalhadores do transporte têm lá dentro? Ainda bem que temos o Arlindo e o Barba (deputados federal e estadual por SP pelo Partido dos Trabalhadores), que a gente vai lá, bate na porta deles e nos socorrem. Não somos capazes de eleger um representante direto das nossas bases, e isso precisamos refletir, porque, a partir deste Congresso, temos que sair daqui com uma representação e com planejamento de crescimento não apenas na área sindical, mas também nas representações políticas nos âmbitos estaduais e federal.”
Paulinho enfatizou ainda a necessidade de maior participação das mulheres nas instâncias de decisão nos sindicatos e alertou para o aumento da violência de gênero, associando o cenário ao avanço do discurso de ódio da extrema direita contra a classe trabalhadora.
“As mulheres precisam ocupar mais espaços de debate, de representação e de direção. Não basta ampliar a voz, é preciso garantir presença efetiva nos cargos”, afirmou.
Paulinho também é vice-presidente da FUTAC e vice-presidente mundial da Seção de Transporte Rodoviário da ITF.
MAIOR CONGRESSO DO TRANSPORTE NO BRASIL
O Congresso reúne 303 dirigentes de sindicatos e federações ligadas aos modais de transportes os modais de transportes: rodoviário, ferroviário, portuário, cargas (caminhoneiros autônomos e celetistas), metroviário, mototaxista/motofretista, trabalhadores por aplicativos, viário/segurança de trânsito e aéreo de todo o país.
O número surpreendeu os organizadores, que consideram esta edição como o maior congresso de trabalhadores e trabalhadoras do transporte já realizado no Brasil.
CONVIDADOS NA SOLENIDADE
A solenidade contou com a presença de Edgar Díaz, secretário regional da ITF Américas; do deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP); do deputado estadual Teonílio Barba (PT-SP); de Keli Maforte, secretária nacional de Diálogos e Articulação de Políticas Públicas da Secretaria-Geral da Presidência da República, que representou o ministro Guilherme Boulos; de Valdir Pestana, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT) e da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de São Paulo (Fetresp); de José Amaral, superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); de Hélio Ferreira, presidente do Sindicato dos Rodoviários da Bahia e diretor da CNTTL; de Alexsandra Duarte, secretária de Mulheres da CNTTL; de Ubiraci Oliveira, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); de Wagner Menezes, diretor da CNTTL e secretário de Transportes e Logística da Central Única dos Trabalhadores (CUT); de Ricardo Maldonato, secretário-geral da FUTAC; além de representantes sindicais de Cuba, como Julio Salazart, e da Colômbia, como Julia Peres.
DEBATES CONTINUAM NESTA QUARTA-FEIRA
Na programação desta quarta-feira, dia 8 de abril, os delegados e delegadas participam de mesas temáticas sobre a análise das conjunturas nacional e internacional, com a participação do deputado Arlindo Chinaglia e da vice-presidenta da CUT Nacional, Juvandia Moreira e debate sobre a Tarifa Zero no transporte público. À tarde, as discussões seguem com a mesa composta pelos presidentes das federações dos trabalhadores em transportes.
CONTEÚDO
Secretário Nacional de Comunicação da CNTTL: José Carlos da Fonseca – Gibran
Redação CNTTL
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