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03-Mar-2020 18:28
ARTIGO

Violência extrema usada pelo governador Doria contra servidores é sinal de alerta para a classe trabalhadora

Em ditaduras, os trabalhadores não podem se manifestar para defender um direito e nem para lutar por aumento nos salários e melhores condições de vida

2020, imprensa, Divulgação
Policiais atacam servidores e professores na ALESPDivulgação

A violência desproporcional usada pelo governador de São Paulo João Doria, nesta terça-feira (03), contra os professores e servidores públicos que foram na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) defender seu direito à uma aposentadoria digna é mais um sinal de alerta para a classe trabalhadora em relação aos problemas que podem surgir se o Brasil voltar a ter uma ditadura como regime de governo.

A opressão da polícia foi desproporcional, muitas bombas de gás lacrimogêneo e muitas balas de borracha sendo atiradas em servidores públicos, que são os professores que dão aulas aos filhos dos trabalhadores, enfermeiras que atendem nos postos de saúde, trabalhadores como nós, que só estavam querendo defender o seu direito de se aposentar e poder viver decentemente com essa aposentadoria.

A atitude do governador João Doria e do presidente da Alesp Cauê Macris (PSDB) de usar a polícia para atacar os servidores-trabalhadores deve ser vista como um exemplo de como é viver sob um regime de ditadura, no qual os trabalhadores não poderão realizar qualquer tipo de manifestação para defender seus direitos, empregos e salário. Não poderão fazer greve por aumento salarial, nem protesto quando forem atacados por governos ou quando as empresas mudarem para pior as condições de trabalho.

Por isso, os trabalhadores e trabalhadoras não podem embarcar em aventuras, como a que está sendo convocada por empresários e políticos que querem calar a voz do povo. O fechamento de Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal só irá trazer mais prejuízo aos trabalhadores.

É como diz o velho ditado “ruim com ele, pior sem ele”! Existem sim problemas no Congresso e no STF. Mas é preciso corrigir esses problemas e não destruir as instituições. Hoje as instituições, por mais problemáticas que sejam, ainda dão garantias aos trabalhadores de que não seremos escravizados.

 

Paulo João Estausia
presidente do Sindicato dos Rodoviários


Joice Jaqueline dos Santos
secretária de Mobilização da CUT-SP e diretora do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região

 

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Paulo João Estausia e Joice Jaqueline dos Santos
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