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18-Jun-2019 17:51
#VAZAJATO

Uso da Justiça como arma política não traz nada de bom ao povo brasileiro

Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato foram delatados e seus crimes estão sendo revelados

2019, imprensa, The Intercept Brasil
.The Intercept Brasil

Na última semana, o site de notícias The Intercept Brasil começou a publicar uma série de notícias sobre a relação nada correta do então juiz Sérgio Moro com os procuradores da Operação Lava Jato de Curitiba, no Paraná, em especial o coordenador da Operação procurador Deltan Dallagnol, no que diz respeito à condução do processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Assim que as informações se tornaram públicas, a Rede Globo e as demais emissoras de televisão se aliaram ao governo de Jair Bolsonaro para abafar o caso, mas como o conteúdo é explosivo e tomou todas as redes sociais, os políticos brasileiros e a imprensa comercial tiveram que se render e discutir a questão.

Como as revelações feitas pelo site Intercept Brasil não agradam aos grandes empresários e aos políticos que estão e os que voltaram ao poder, uma cortina de fumaça começou a ser estendida. A imprensa nacional fala mais sobre quem e como as informações foram vazadas, do que o conteúdo do que vazou. Políticos e as emissoras de televisão estão mais preocupados em condenar os jornalistas do Intercept Brasil, procurar hackers, do que em investigar as graves denúncias de uso da Justiça como arma política.

O Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região pede aos trabalhadores em transportes que tenham ponderação e que estejam atentos aos fatos reais, não caindo na armadilha da cortina de fumaça.

O importante é investigar a denúncia de que o então juiz Sérgio Moro, agora ministro da Justiça, orientou como os procuradores da Lava Jato poderiam acusar o ex-presidente Lula, combinando o que poderia ser aceito como prova, com quem conversar e formas de apresentação da denúncia à sociedade e ao juiz do caso do triplex no Guarujá, o próprio Sergio Moro.

“Esse uso da Justiça como arma política é inaceitável. Todo mundo tem que ser investigado e julgado sob o que determina a Constituição Federal e as leis brasileiras, não pela vontade política de um grupo de pessoas. Lula tem que ter um julgamento isento, decente”, afirma o presidente do Sindicato dos Rodoviários Paulo João Estausia.

Com Supremo, com tudo

Além da relação ilegal entre o juiz e a acusação, o site Intercept Brasil revelou gravações que mostram o envolvimento de Moro e Dallagnol com o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux. O ministro do STF Luiz Fux apoiou as ações de Moro e da Operação Lava Jato contra a posição do ministro Teori Zavascki, que era o relator da Lava Jato no STF e estava questionando e apontando fragilidades no processo contra Lula julgado por Moro. O ministro Teori Zavascki morreu em 2017 em um acidente aéreo.

O site Intercept Brasil afirmou que recebeu essas informações de uma fonte que terá o sigilo preservado, como permite a lei brasileira sobre sigilo de fonte da imprensa, e que existe muita documentação ainda não analisada com a devida responsabilidade que o tema merece. Por isso, o Intercept está publicando novas revelações sobre os documentos recebidos aos poucos.

Grave: ilegal e imoral

As denúncias do Intercept Brasil já ganharam o mundo e são extremamente graves. Graves porque o uso da Justiça como arma política tira das mãos dos cidadãos o direito de escolher seus governantes e, mais grave ainda, tira dos cidadãos a referência do que é certo ou errado, pois acaba com a aplicação de todas as leis e da Constituição Federal e deixa os cidadãos a mercê das vontades de um grupo político que passa a ter o poder máximo, que passa a definir o que é certo ou errado conforme a conveniência.

Diante de tamanha gravidade, o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região concorda com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e exige que o conteúdo das denúncias feita pelo Intercept Brasil seja apurado de forma pública, com transparência e a responsabilidade que a democracia e o povo brasileiro merecem.

 

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Fabiana Caramez
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