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07-Jun-2019 19:16 - Atualizado em 07/06/2019 21:07
DATA-BASE 2019

Trabalhadores no setor de fretamento também conquistam 5,83% de aumento salarial

Sindicato está fechando acordos com empresas dos setores rodoviário e suburbano da região de Sorocaba

2019, imprensa, Fabiana Caramez
Trabalhadores lotam assembleia no Sindicato dos RodoviáriosFabiana Caramez

Os trabalhadores e trabalhadoras em empresas de fretamento também conquistaram 5,83% de aumento salarial, sendo 5,10% retroativo a 1º de maio - data-base da categoria - e 0,73% em outubro, mais aumento no tíquete-refeição e na participação nos lucros e resultados (PLR) e manutenção dos demais direitos. Essa proposta foi aprovada pela categoria que lotou as assembleias realizadas nesta sexta-feira, 7, às 9h e às 19h, na sede do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região.

Os trabalhadores em transportes rodoviário e suburbano da região de Sorocaba, assim como do transporte urbano de Votorantim, também participaram das assembleias. O Sindicato já fechou acordo com algumas empresas desses setores e está em negociação com as demais.

O presidente do Sindicato Paulo João Estausia ressaltou as dificuldades enfrentadas nas negociações da campanha salarial deste ano por causa do cenário nacional de economia estagnada, crise política e desemprego.

“Vocês imaginam a dificuldade que foi negociar nesse cenário nacional e com os sindicatos de outras regiões fechando com índice baixo, o maior foi os 5,10% da capital São Paulo e da Bahia. Qualquer zero ponto alguma coisa foi uma luta enorme para poder avançar. Mas cada passo que a gente dá, minimamente possível, em favor dos trabalhadores, para nós é uma vitória”, destacou Paulinho.

Todos os trabalhadores que participaram da assembleia também aprovaram a adesão à GREVE GERAL do dia 14 de junho, que está sendo convocada pelas centrais sindicais e deve parar todo o Brasil contra a reforma da Previdência e os cortes na Educação.

O vice-presidente do Sindicato Francisco França recordou que os políticos que estão no governo e os empresários brasileiros mentiram ao povo sobre a necessidade de derrubar a presidenta Dilma Rousseff (PT) e de aprovar a terceirização sem limites e a reforma trabalhista para gerar empregos e, que mesmo tudo isso sendo feito, nenhum emprego foi gerado. Agora querem enganar de novo o trabalhador usando o mesmo argumento para aprovar a reforma da Previdência.

França falou sobre o que significa a capitalização e o quanto isso irá prejudicar os trabalhadores que estão na ativa hoje.

2019, imprensa, Fabiana Caramez
Assembleia da noite dos trabalhadores em fretamento, rodoviário e suburbano e urbano de VotorantimFabiana Caramez

“O que é a capitalização? Na propaganda é uma coisa maravilhosa, cada um irá cuidar da sua poupança. Agora, façam as contas. Nós recolhemos 11% do nosso salário por 25, 30 anos, daí aposentamos e pretendemos viver mais 20, 30 anos. Será que recolhendo apenas 11% iremos conseguir receber por todo esse tempo um salário integral, um salário bom? Lógico que não! Hoje a Previdência banca porque o trabalhador coloca 11%, o empresário coloca 20% e o governo coloca outra parte. É isso que eles querem acabar. Está lá no jornal a entrevista em que o ministro da Economia Paulo Guedes diz que se os empresários tiverem que contribuir na capitalização irá gerar desemprego. O que eles querem é privilegiar os empresários e acabar com a aposentadoria. Isso está muito claro”, afirmou França.

O secretário-geral Gileno dos Santos enfatizou a importância das assembleias estarem cheias e parabenizou os trabalhadores.

“Antigamente os trabalhadores aguardavam o fechamento do urbano. As empresas mesmo usavam dessa artimanha para afastar o trabalhador da assembleia. Por isso, parabenizo os que estão presentes aqui hoje nessa assembleia lotada, é importante que vocês estejam participando, porque aqui não falamos apenas de aumento salarial, falamos de pontos importantes para o dia a dia dos trabalhadores. Quem não vem fica fácil para o patrão manipular, impor as coisas, fica fácil para o chefe agir com coação moral”, explicou Gileno.

Para o diretor Adalberto de Souza Carvalho, o Dadá, a participação da categoria dá força e segurança aos dirigentes sindicais na mesa de negociação.

“Nós que sentamos na mesa para negociar com os empresários vemos a dificuldade que é quando a categoria não está unida. É sempre bom relembrar que tudo que a gente consegue para vocês pode ter certeza que é porque vocês sempre estão ao nosso lado. Sem isso nós não seríamos os primeiros do Brasil”, falou Dadá.

 

CONFIRA AS PRINCIPAIS CONQUISTAS DO SETOR DE FRETAMENTO

5,83% DE AUMENTO SALARIAL

5,10% EM MAIO

0,73% EM OUTUBRO

 

PISOS SALARIAIS COM O REAJUSTE:

PISO MOTORISTA CONVENCIONAL

R$ 3.912,92 EM MAIO

R$ 3.940,00 EM OUTUBRO

 

PISO MOTORISTA PEQUENO E MÉDIO

R$ 2.738,25 EM MAIO

R$ 2.757,27 EM OUTUBRO

 

TÍQUETE-REFEIÇÃO

R$ 23,00 POR DIA

R$ 690,00 POR MÊS – INCLUSIVE NAS FÉRIAS

A PARTIR DE JUNHO/2019

 

PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS

R$ 1.700,00

(AUMENTO DE R$ 100,00)

EMPRESA COM ATÉ 20 TRABALHADORES PAGA EM DUAS PARCELAS, UMA EM OUTUBRO/2019 E OUTRA EM ABRIL/2020

EMPRESA COM MAIS DE 20 TRABALHADORES PAGA NO RETORNO DAS FÉRIAS

 

MANUTENÇÃO DE TODOS OS DEMAIS DIREITOS

 

 CONFIRA ALGUMAS FOTOS DAS ASSEMBLEIAS:

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Fabiana Caramez
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