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05-Jun-2019 13:38
Greve Geral

Trabalhadores em transportes da CNTTL-CUT/CTB aprovam adesão à Greve Geral do dia 14 de junho

2019, imprensa, Mídia Consulte
Trabalhadores em Transportes em reunião ampliada na sede da CUT em SPMídia Consulte

Os trabalhadores e trabalhadoras dos sindicatos filiados à base da CNTTL-CUT/CTB aprovaram em reunião ampliada nesta terça-feira (4) adesão à Greve Geral do dia 14 de junho, convocada pela CUT, CTB e pelas demais centrais sindicais.

O encontro aconteceu na sede da CUT Nacional e reuniu dirigentes dos sindicatos de condutores de São Paulo, Guarulhos, São José dos Campos; rodoviários do Espírito Santo, Bahia, Salvador, Feira de Santana e Natal; agentes de trânsito de São Paulo; metroviários de São Paulo, aeroviários e aeroportuários de Guarulhos; portuários do Espírito Santo e aeronautas do Rio de Janeiro.

Os dirigentes falaram que o momento é de enfrentamento contra a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que não irá fazer o Brasil crescer como falam os seus defensores, mas ao contrário: todos os trabalhadores e trabalhadoras serão prejudicados, pois não conseguirão se aposentar, comprometendo também as futuras gerações.

Outras bandeiras de luta que nortearão a paralisação e os protestos dos trabalhadores em transportes são contra os cortes nos recursos nas universidades federais e na Educação e o alto desemprego, que assola mais de 20 milhões de brasileiros no país.

“Essa Greve Geral é necessária. Temos que reagir a essa Reforma que acabará com o direito à aposentadoria e também contra os cortes dos recursos da educação, que comprometem o futuro dos nossos filhos. Dia 14 vamos dar uma resposta ao governo, que vem tentando destruir e acabar com o movimento sindical, que é o principal instrumento de luta e defesa dos direitos dos trabalhadores”, disse Paulo João Estausia, Paulinho, presidente da CNTTL-CUT/CTB.

Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, participou da reunião ampliada da Confederação e destacou a importância da adesão do ramo dos transportes.

“Vocês não estão sozinhos. Estamos construindo essa paralisação nacional com os movimentos sociais, populares, estudantes, partidos políticos, igreja e com movimentos que não têm afinidade com a esquerda. Vamos construir no dia 14 de junho um calendário para pressionar o Congresso e influenciar os parlamentares. Quem votar a favor da Reforma da Previdência, não será eleito em 2022”, frisa.

Greve 24 horas

Os trabalhadores em transportes aprovaram que a paralisação será de 24 horas e iniciará a partir da meia noite da sexta-feira do dia 14 de junho.  Paulinho orientou que pelo fato do setor de transportes ser considerado essencial é importante que os sindicatos comuniquem com o prazo de 72 horas, por meio de carta aberta, a população e as empresas sobre as razões da paralisação.

Comunicação

A Comunicação da CNTTL divulgará na próxima semana vídeos curtos das lideranças dos modais de transportes de várias regiões do país convocando a população, trabalhadores e desempregados a aderirem à Greve Geral e aos protestos que acontecerão nas regiões.

A CNTTL orientou que os dirigentes gravem vídeos, façam transmissões ao vivo, tirem fotos das paralisações, com a identificação dos locais/garagens em suas localidades, para dar visibilidade ao movimento nas redes sociais digitais.  Todas as informações da cobertura online serão divulgadas em tempo real  pela CNTTL e CUT Nacional.

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