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31-Out-2019 17:30
CRISE

Taxa de desemprego continua alta e empregos informais crescem

24,4 milhões de trabalhadores estão fazendo bicos e outros 11,8 milhões estão trabalhando sem carteira assinada e, portanto, sem direitos

2019, imprensa, AgênciaBrasil
Emprego formal é o que mais cresceAgênciaBrasil

A taxa de desemprego no Brasil continua extremamente alta, mais de 12,5 milhões de brasileiros continuam sem emprego no trimestre encerrado em setembro, representam 11,8% da população economicamente ativa. É o que mostram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quinta-feira, 31.

Da série histórica da Pnad, a menor taxa para setembro foi registrada em 2014 (6,8%).

Outro dado alarmante mostrado pelo IBGE é que o número de trabalhadores sem carteira assinada, portanto sem direitos básicos, e de trabalhadores “por conta própria”, os famosos bicos, bater novo recorde histórico e já é maior do que o número de trabalhadores com carteira assinada.

Esse dado demonstra a precarização do trabalho a que os brasileiros foram jogados nos últimos anos com a adoção das políticas neoliberais de retirada de direitos, flexibilização de contrato de trabalho, fim da política de valorização do salário mínimo, privatizações e diminuição substancial das políticas sociais de educação, geração e distribuição de renda.

Por conta: 24,4 milhões

Na categoria denominada “por conta própria”, o IBGE registrou um total de 24,4 milhões de trabalhadores e trabalhadoras no trimestre encerrado em setembro. A alta foi de 1,2% em relação ao mesmo período de 2018.

Sem carteira: 11,8 milhões

O número de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada seguiu batendo recordes, como vem ocorrendo desde a aprovação da reforma Trabalhista do ilegítimo Michel Temer (MDB). Em setembro o total chegou a 11,8 milhões, um crescimento anual de 2,9%.

Com carteira: 33,1 milhões

Já o número de trabalhadores com carteira assinada ficou em 33,1 milhões, o que segundo o IBGE representa uma estabilidade tanto na comparação com o mesmo período do ano passado como em relação ao trimestre anterior.

2019, imprensa, CUT
Filas do desemprego voltam a ocupar as ruas do BrasilCUT

Fabiana Caramez, com informações da Rede Brasil Atual e CUT
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