Notícias

14-Out-2019 16:52
REGIÃO

Sindicato protocola notificação de greve na nova empresa do urbano de Alumínio

Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores também foram comunicadas oficialmente da notificação de greve

2019, imprensa,
2019

O Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região informa que, na tarde desta segunda-feira, 14, protocolou notificação de greve na empresa Transvitória, que assumiu na semana passada, em caráter emergencial, a operação do transporte urbano no município de Alumínio.

A notificação de greve foi necessária porque a Transvitória se recusa a assinar o acordo coletivo de trabalho da categoria, não absorveu a mão de obra da empresa anterior – 12 trabalhadores operavam as mesmas linhas pela empresa Jundiá Transportes, que não renovou a concessão do serviço -, não possui controle de jornada de trabalho, mantém trabalhadores sem registro em carteira profissional (CTPS) e disponibiliza uma frota de veículos extremamente precária e sem manutenção, o que inviabiliza as condições mínimas de trabalho e coloca em risco a segurança dos trabalhadores e dos passageiros.

A paralisação terá início após transcorrer o prazo de 72 horas da notificação, conforme determina a lei de greve em serviços essenciais. O Sindicato dos Rodoviários informa desde já que manterá 30% da frota em operação nos dias de greve.

O Sindicato dos Rodoviários também protocolou o comunicado de greve na Prefeitura Municipal de Alumínio e na Câmara de Vereadores do município, para que todos os órgãos públicos estejam cientes da situação.

Problemas generalizados

A troca de empresa responsável pelo transporte urbano em Alumínio foi conturbada desde o início. Diferentemente do que acontece em outros municípios, o prefeito de Alumínio revelou o nome da empresa que assumiria em caráter emergencial apenas três dias antes do vencimento do contrato de concessão da empresa Jundiá Transportes.

O que dificultou as tratativas trabalhistas para assegurar o emprego dos trabalhadores na nova empresa e também criou problemas para a população, visto que os motoristas da Jundiá eram os que tinham conhecimento dos trajetos das linhas do transporte urbano em Alumínio.

Além dos problemas trabalhistas, a empresa não colocou uma frota de ônibus adequada para atender a população, o que gerou diversos acidentes nesses primeiros 15 dias de operação da Transitória, quebras de veículos, atrasos nos horários dos ônibus e um descontentamento generalizado na cidade.

 

Fabiana Caramez
Deixe seu Recado