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13-Jul-2018 16:28
DATA-BASE 2018

Sindicato garante o fechamento de acordos sem perdas de direitos em grande parte da base, porém há impasse no setor de cargas e na região de Itapeva

Empresas querem implantar os retrocessos da "reforma" trabalhista e o Sindicato não aceita

, Gilberto
Greve Geral contra Gilberto

A campanha salarial deste ano é a primeira que os trabalhadores(as) em transportes enfrentam após a entrada em vigor da perversa "reforma" trabalhista. A data-base da categoria é 1º de maio e ainda existem negociações em aberto no setor de cargas e em algumas empresas da região de Itapeva.

O impasse nessas negociações acontece porque o empresariado quer retirar direitos e implantar itens prejudicais da "reforma" trabalhista, como contrato de trabalho intermitente e banco de horas.

"Nós não reconhecemos a 'reforma' trabalhista e vamos resistir às perdas que querem impor à classe trabalhadora. Diante do impasse, o caminho é a luta", explica o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região Paulo João Estausia, Paulinho.

O Sindicato chama os trabalhadores do setor de carga à responsabilidade e à necessidade de ampliar a conscientização e a organização. "Os trabalhadores no setor de cargas têm que tomar como exemplo os trabalhadores dos setores de ônibus, que sempre estão preparados para enfrentar os desmandos empresariais e por isso têm o melhor salário da categoria, e os caminhoneiros autônomos, que resistiram numa bela greve. Para impedir a aplicação da 'reforma' é preciso ir à luta!", convoca Paulinho.

O que é? Trabalho intermitente 

No contrato intermitente o trabalhador é considerado autônomo, sem vínculo empregatício com a empresa. A remuneração é por salário-hora, pois o trabalhador só irá receber quando a empresa chamar para fazer um trabalho. Os direitos como 13º e férias serão pagos apenas sobre essas horas e o trabalhador terá que pagar do bolso o INSS. Além disso, se o trabalhador aceitar o chamado da empresa e não comparecer porque ficou doente, por exemplo, terá que pagar 50% do que iria receber à empresa.

O que é? Banco de horas de 6 meses

A implantação do banco de horas de seis meses significa que o trabalhador irá fazer hora-extra, mas não irá receber. Primeiro, a empresa poderá determinar o que quiser, já que o acordo de banco de horas será individual, feito diretamente com o trabalhador sem a presença do Sindicato. Maior possibilidade de sacanear o trabalhador. Segundo, a empresa terá seis meses para transformar as horas-extras em folgas e assim não pagá-las. É o fim do recebimento em salário das horas-extras!

 

Acordos fechados garantem aumento salarial acima da inflação e manutenção dos direitos

A organização, a unidade e a coragem demonstradas em datas-bases passadas pelos trabalhadores, em especial os de ônibus, foram fundamentais para impedir que grande parte das empresas forçassem a aplicação da "reforma" trabalhista nesta campanha salarial. Com isso, o Sindicato garantiu o fechamento de bons acordos coletivos, com aumento salarial acima da inflação e manutenção de todos os direitos, nas empresas de ônibus urbano, intermunicipal, rodoviário e de fretamento nas principais cidades da base de representação da entidade sindical.

Confira as notícias sobre os acordos fechados em nosso site. Em breve, todos acordos e convenções coletivas também estarão disponíveis no site, em DIREITOS.

Fabiana Caramez
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