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10-Jun-2020 17:14
SOROCABA

Sindicato dos Rodoviários exige 100% da frota em circulação e ampliação dos cuidados para proteção dos motoristas

Documento com reivindicações também foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho

2020, imprensa,
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O Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região exige que a Urbes – Trânsito e Transporte (Empresa de Desenvolvimento Urbano e Social de Sorocaba) recoloque em circulação 100% da frota de ônibus do transporte público urbano no município de Sorocaba e adote regras mais rígidas para o uso do serviço, como o embarque apenas de passageiros com máscara e em número limitado à quantia de assentos disponíveis para evitar aglomerações. O Sindicato também exige a ampliação dos cuidados para a proteção dos trabalhadores, com a implantação de barreira de acrílico na cabine do motorista, realização de testes em toda a categoria e disponibilização de máscaras adequadas e em número suficiente segundo recomendação dos órgãos de saúde.

A reivindicação do Sindicato dos Rodoviários tem como base o crescimento no número de pessoas transportadas por causa da reabertura do comércio e de diversos serviços na cidade, determinada pela Prefeitura Municipal de Sorocaba na última semana, e o consequente aumento no número de pessoas infectadas, internadas e dos óbitos por Covid-19.

“Avaliamos que a Prefeitura de Sorocaba está completamente perdida na luta contra o novo coronavírus. Reabre todo o comércio e muitos serviços quando o número de contágio estava crescendo e, para completar o erro, não prepara uma estratégia sequer para impedir aglomerações. Será que ninguém imaginou que teriam mais pessoas circulando nas ruas e que apenas 50% da frota de ônibus não seria suficiente para transportar a população com a proteção adequada?”, explica o presidente interino do Sindicato dos Rodoviários Adalberto de Souza Carvalho, Dadá.

O Sindicato dos Rodoviários encaminhou o ofício com as reivindicações à Urbes, às empresas e ao Ministério Público do Trabalho.

Nos últimos dias, o número de pessoas internadas em UTIs em Sorocaba teve forte alta, o que colocou todo o sistema público de saúde em alerta, porque os hospitais estão próximo da ocupação máxima dos leitos de internação e de UTI. Os hospitais particulares estão em uma situação mais confortável, mas o número de doentes que precisam de atendimento hospitalar está em crescimento.

Fabiana Caramez
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