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02-Mar-2020 18:24
CUT SOROCABA

Rodoviário Sergio Moraes assume a coordenação da subsede da CUT Sorocaba

Principal desafio é ajudar os sindicatos a organizarem os trabalhadores para enfrentar o desmonte de direitos

2020, imprensa, Divulgação
Diretores Sergio e Joice com o presidente da CUT-SP Douglas Izzo e o presidente da CUT Nacional Sergio NobreDivulgação

O diretor financeiro do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região Antônio Sergio Silvana de Moraes é o novo coordenador da subsede Sorocaba da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Sergio foi eleito para assumir esse importante posto de organizador da luta regional em reunião realizada no dia 20 de fevereiro, no Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, na qual estavam presentes a maioria dos dirigentes de 25 sindicatos filiados à CUT na região de Sorocaba.

Sergio avalia que o principal desafio dessa nova empreitada é ajudar os sindicatos a organizar suas categorias para enfrentar o desmonte de direitos e os ataques patronais e governamentais que prejudicam a classe trabalhadora e foram intensificados no último período.

“Muitos trabalhadores se deixaram enganar pelos discursos fáceis dos últimos anos e se afastaram de seus sindicatos, que são os verdadeiros defensores da classe trabalhadora. Nosso trabalho terá como objetivo ajudar os sindicatos a retomar a credibilidade diante dos trabalhadores e organizar a todos para enfrentar os efeitos negativos das ‘reformas’ trabalhistas e da Previdência, a terceirização e todas as recentes leis, decretos ou medidas provisórias editas pelo governo de Jair Bolsonaro e que tanto estão prejudicando e empobrecendo os trabalhadores”, afirma Sergio Moraes.

No último fim de semana de fevereiro, Sergio Moraes e a também diretora do Sindicato dos Rodoviários Joice Jaqueline dos Santos, que está secretária de Mobilização da CUT-SP, participaram do planejamento estratégico da CUT-SP para o período 2020-2023, na Escola Florestan Fernandes, em Guararema (SP).

Os eixos de debate do planejamento da CUT-SP foram em torno das políticas promovidas pelos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, como as reformas Trabalhista, da Previdência, da Carteira Verde e Amarela,  Administrativa - relacionada aos servidores-, e a Sindical, além de projetos e ações incentivados pelo governo de João Doria (PSDB), em São Paulo, e por gestões municipais.

Ao mesmo tempo, os dirigentes definiram que será central a defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores em empresas privadas, públicas e estatais e do papel dos sindicatos, como destacou o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo.

“Temos nosso projeto político e vamos às ruas para defender e ampliar aquilo que já conquistamos. Nossa luta será grande. Nosso país vive uma conjuntura que a cada momento tem um fato novo. Quem poderia imaginar que chegaríamos ao atual estágio, num Brasil onde há um aprofundamento do autoritarismo e do militarismo”, disse.

Os trabalhadores de todos os segmentos têm, segundo Izzo, “a tarefa de seguir promovendo greves, a exemplo do que os petroleiros fizeram neste ano e do que os servidores públicos em geral têm feito, contra a privatização das empresas estatais e públicas e em defesa dos direitos, da soberania nacional e contra a precarização da força de trabalho".

2020, imprensa, Vanessa Ramos/CUT-SP
Dirigentes da CUT-SPVanessa Ramos/CUT-SP

Lutas permanentes

Ponto fundamental em 2020, o encontro definiu a construção de uma plataforma a ser entregue aos candidatos nas eleições para prefeitos e vereadores neste ano, bem como a criação de campanhas sindicais em defesa dos direitos, como explicou o vice-presidente da CUT São Paulo, o bancário Luiz Cláudio Marcolino.

“Tiramos como encaminhamento a realização de uma campanha em defesa dos serviços públicos e da seguridade social que hoje garantem direitos fundamentais como o seguro-desemprego, a licença-maternidade, assistência em casos de acidentes de trabalhos, saúde, entre outros direitos garantidos na Constituição que sofrem ataques reiterados em todas ações que o governo federal tem encaminhado ao Congresso Nacional”, afirmou.

Sobre esta questão apontada por Marcolino e em todos os grupos de debate em torno das pautas políticas foi unânime a necessidade de fortalecer os meios de comunicação para fazer o enfrentamento político diante de um cenário de fake news que assola redes sociais e grupos de WhatsApp.

“A disseminação das notícias falsas tem relação com uma disputa política que se intensificou desde a última eleição à presidência. Temos visto o avanço da direita conservadora e digital que procura ameaçar a democracia no país. Vivemos hoje uma guerra entre o que diz a grande mídia comercial tendenciosa e a mídia nas redes sociais em contraponto à realidade concreta da classe trabalhadora. E tudo isso se constrói rapidamente nos trazendo o desafio da resposta assertiva e do fortalecimento de nossos canais de comunicação, mostrando de fato o que está por trás deste jogo político que ameaça os nossos direitos e o futuro do Brasil", avaliou o secretário de Comunicação da CUT-SP, Belmiro Moreira.

Para a secretária de Formação da CUT-SP, Telma Aparecida Victor, o objetivo da direita no país e de alguns grupos na sociedade é minar o Estado de bem-estar social, desqualificando-o. Da mesma forma, avalia, procuram desvalorizar o papel do movimento sindical.

“É hora de aprofundarmos o trabalho formativo junto aos trabalhadores e trabalhadoras, especialmente nas periferias, para desconstruirmos isso. Precisamos do apoio de todos os grupos sociais. Mas gostaria de enfatizar aqui o papel que as mulheres têm desenvolvido desde o golpe no país, exemplo de protagonismo nas lutas populares”, concluiu a dirigente.

Além dos rodoviários de Sorocaba, dirigentes do ramo dos transportes também assumiram a coordenação da subsede do Vale do Paraíba com o rodoviário de São José dos Campos José Carlos e a secretaria de Relações de Trabalho com o rodoviário de Guarulhos Wagner Menezes, o Marrom.

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Dirigentes do transporte Zé Carlos, Sergio, Joice e MarromDivulgação

 

(Com informações de Vanessa Ramos – CUT-SP)

Fabiana Caramez
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