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06-Set-2019 16:50 - Atualizado em 06/09/2019 17:21
GOVERNO

Reforma da Previdência: Bolsonaro favorece militares enquanto prejudica trabalhadores

PEC da Previdência foi aprovada na Câmara e agora tramita no Senado

2019, imprensa,
2019

A comparação entre as propostas de “reforma” da Previdência voltada aos trabalhadores da iniciativa privada e aos servidores públicos e a voltada aos militares das Forças Armadas evidencia que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) mente ao afirmar que todos os brasileiros “precisam fazer sacrifícios” para ajudar o Brasil.

A “reforma” da Previdência dos trabalhadores e servidores, que já foi aprovada na Câmara dos Deputados e agora está tramitando no Senado Federal, é extremamente perversa, pois irá dificultar o acesso à aposentadoria, reduzir o valor do benefício, deixar viúvas e órfãos em má situação financeira, entre outros problemas.

Já a “reforma” da Previdência para os militares das Forças Armadas, apresentada pelo governo Bolsonaro e que começa a tramitar na Câmara dos Deputados, garante aumento salarial e manutenção de muitos privilégios.

“Jair Bolsonaro já escolheu quem serão os brasileiros agraciados com bondades: seus familiares e os militares das Forças Armadas. E quais brasileiros estarão no alvo de suas maldades: todos nós trabalhadores e os servidores públicos”, avalia o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região Paulo João Estausia.

Segue abaixo uma comparação de pontos importantes entre a “reforma” da Previdência dos trabalhadores da iniciativa privada e os militares das Forças Armadas:

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As centrais sindicais brasileiras estão pressionando os senadores em Brasília para impedir a aprovação em definitivo da “reforma” da Previdência dos trabalhadores e dos servidores públicos, mas todas as lideranças afirmam que só será possível barrar esse grande retrocesso com os trabalhadores protestando em todo o canto do país.

“Nós defendemos que nenhuma categoria seja prejudicada. Avaliamos que essa ‘reforma’ só irá aprofundar os problemas econômicos do país, pois mais pessoas irão cair na pobreza. Por isso, continuamos a chamar os trabalhadores à conscientização, se não formos para a rua pressionar os senadores, iremos perder o sustento de nossa velhice, que é a aposentadoria”, explica Paulinho.

Para ser aprovada em definitivo a “reforma” da Previdência dos trabalhadores e servidores tem eu ser aprovada em dois turnos no Senado Federal, o que os senadores avaliam que irá acontecer até o final de setembro. A “reforma” dos militares entrou agora na pauta da Câmara dos Deputados.

 

 

Fabiana Caramez
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