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29-Mar-2019 12:55
CRISE

Paulinho: "Retirar direitos não gera empregos. O Brasil patina e os trabalhadores sofrem!"

IBGE aponta que desemprego subiu para 12,4% e atinge 13,1 milhões de pessoas

2019, imprensa, Diário Causa Operária
Mais de 15 mil pessoas em fila de emprego, Vale do Anhangabaú, em São Paulo, no dia 26 de marçoDiário Causa Operária

O desemprego no Brasil aumentou de novo e agora atinge 13,1 milhões de brasileiros. Além do alto número de desempregados, subiu para 4,9 milhões o número de pessoas que desistiram de procurar emprego, maior índice desde 2012.

Se somarmos o número de desempregados com o de pessoas que têm emprego, mas gostariam de trabalhar mais horas, e trabalhadores que estão desocupados, mas não conseguem procurar emprego por motivos diversos (cuida de parente doente, por exemplo) o número total de pessoas sem uma fonte de renda adequada subiu para 27,9 milhões.

Esses dados foram apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira, 29, são referentes ao trimestre encerrado em fevereiro e fazem parte da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, que não usa trimestres tradicionais, mas períodos móveis.

“Os dados de desemprego e de mão de obra subutilizada apresentados pelo IBGE nesta sexta-feira só reforçam o que estamos dizendo há tempos: retirar direitos não gera empregos e só faz o Brasil patinar e os trabalhadores sofrerem”, afirma Paulo João Estausia , Paulinho, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) e do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região.

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Paulinho também criticou o fato de o governo insistir nesse caminho de retirada de direitos. “Não é possível que os políticos, em especial os que estão no comando do país, não consigam enxergar que a retirada de direitos dos trabalhadores não é caminho para a melhoria da sociedade! Essa ‘reforma’ da Previdência tem que ser enterrada. Ela retira o bem mais precioso do trabalhador que é a aposentadoria, o salário para ele viver quando envelhecer e não tiver mais forças para trabalhar.”

O IBGE também revelou que o número de empregados com carteira assinada caiu 4,8% na comparação com o trimestre anterior (menos 561 mil pessoas). Hoje o Brasil tem 11,1 milhões de empregados sem carteira assinada.

O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada ficou estável, em 33 milhões.

Com informações do portal UOL

Fabiana Caramez
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