Notícias

10-Jun-2019 19:05 - Atualizado em 10/06/2019 19:26
PROTESTO

#GREVEGERAL: SOROCABA IRÁ PARAR NO DIA 14 DE JUNHO

Diversas categorias aderiram à GREVE GERAL contra a reforma da Previdência, os cortes na Educação e o desemprego

2019, imprensa,
2019

Trabalhadores em transportes e no comércio, metalúrgicos, bancários, professores e trabalhadores nos ensinos fundamental, médio e universitário, servidores públicos, vigilantes, químicos, trabalhadores em empresas de vestuário, de refeições, da borracha, de alimentação, de papel e celulose e estudantes da região de Sorocaba irão participar da GREVE GERAL no dia 14 de junho, próxima sexta-feira.

A GREVE GERAL foi convocada pelas centrais sindicais brasileiras contra a reforma da Previdência, os cortes de verbas na Educação e o desemprego e deve durar 24 horas, de zero até as 23h59min da sexta-feira, 14 de junho.

ATO NO CENTRO

No dia 14 de junho também irá acontecer um ato no centro de Sorocaba, a partir das 10h, na praça Coronel Fernando Prestes, contra a reforma da Previdência, os cortes de verbas na Educação e o desemprego. Marchas de trabalhadores, estudantes e professores irão acontecer nas principais vias da cidade durante toda a sexta-feira, 14.

A GREVE GERAL e o ATO são organizados pelos sindicatos e movimentos que compõem a FRENTE EM DEFESA DA APOSENTADORIA DA REGIÃO SOROCABA.

TRANSPORTE IRÁ PARAR

Os trabalhadores em transportes nos setores urbano, intermunicipal (suburbano), rodoviário, de fretamento e de cargas nas 42 cidades das regiões de Sorocaba, São Roque, Itapetininga e Itapeva (de Araçariguama até Itararé) irão participar da GREVE GERAL em 14 de junho e, seguindo a deliberação nacional da categoria, irão paralisar por 24 horas.

A GREVE GERAL em 14 de junho tem como objetivo mostrar aos deputados federais e senadores a rejeição da população à reforma da Previdência que está em tramitação no Congresso Nacional e que acaba com o sistema público de previdência no Brasil ao propor a implantação do sistema de capitalização e a adoção de regras de acesso à aposentadoria não condizentes com a realidade social, econômica e de trabalho da população brasileira.

Para as centrais sindicais, o sistema de capitalização significa o fim do direito à aposentadoria. O sistema de capitalização já foi experimentado em 30 países no mundo e não trouxe resultados positivos para a população. Dos 30 países que o adotaram, 18 já reverteram para a previdência pública parcial ou integralmente e nos outros que ainda possuem esse sistema a realidade é nefasta, com muitos idosos em situação miserável ou recebendo abaixo do salário mínimo.

A GREVE GERAL em 14 de junho também é um protesto contra o alto índice de desemprego e a falta de projeto político para reverter essa situação danosa e contra os cortes de verbas na Educação feitos pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), que atingem da creche à pesquisa científica, e que irão levar ao fechamento de centenas de cursos, universidades e institutos públicas federais em todo o país, assim como à desconstrução do setor de pesquisa brasileiro.

Fabiana Caramez
Deixe seu Recado