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25-Jun-2018 10:57
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GREVE GERAL na Argentina contra ajuste econômico para transporte e serviços nesta segunda

Sociedade civil aderiu à GREVE GERAL convocada pelas centrais sindicais argentinas e paralisação deve ser de 24 horas

2018, imprensa, DIVULGAÇÃO
GREVE GERAL NA ARGENTINADIVULGAÇÃO

Os trabalhadores e trabalhadoras argentinos realizam nesta segunda-feira, 25, uma grande GREVE GERAL em reação à política econômica adotada pelo governo do presidente Maurício Macri. É a terceira greve geral em dois anos e meio de governo neoliberal na Argentina.

A GREVE GERAL convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) ganhou o apoio da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA) e da CTA-Autônoma e começou às 0h. Trabalhadores(as) em transporte público, dos aeroportos – voos para o Brasil foram cancelados – das escolas, da coleta de lixo e dos postos de combustíveis aderiram à GREVE GERAL.

Movimentos sociais de esquerda anunciaram que irão bloquear as principais vias de acesso à capital, Buenos Aires.

Crise econômica

A Argentina enfrenta uma grave crise econômica e social, a moeda local sofreu uma desvalorização de quase 35%, a inflação deve chegar aos 30% neste ano, o desemprego aumentou para 9,1% e a pobreza está atingindo patamares alarmantes.

Para enfrentar esses problemas, a medida adotada pelo governo Macri foi recorrer a empréstimo do FMI (Fundo Monetário Internacional), que concedeu um crédito stand by de 50 bilhões de dólares, o maior já estabelecido por este organismo. Em contrapartida, o FMI exige que o governo argentino reduza os gastos públicos.

A solução adotada por Macri não é aceita pelos sindicatos da Argentina, pois a redução de gastos públicos significa redução de políticas sociais, piora nos serviços básicos prestados à população, aumento do desemprego com o fim de obras públicas, questões que refletem no ganho dos trabalhadores, que podem ter salários achatados e direitos retirados.

“A greve é contra o programa econômico, para que se abandone esta linha de ajuste permanente. O FMI sempre trouxe penúrias aos argentinos”, adisse à AFP Juan Carlos Schmid, dirigente da CGT.

Reivindicações

Além da pauta geral nacional, os sindicatos desejam o reinício das negociações de ajustes salariais deste ano, reivindicam um alinhamento com a projeção de inflação calculada pelo Banco Central argentino, que está em 27%. Os sindicatos também querem garantias para evitar demissões.

 

Com informações da Agência Brasil e do G1
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