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19-Jun-2018 17:27
CINEMA

Filme "O Processo", que retrata impeachment de Dilma, está em cartaz de 21 a 27 de junho em Sorocaba

Aclamado em festivais internacionais, filme de Maria Augusta Ramos detalha a saga dos 271 dias do processo que tirou do poder a primeira presidenta eleita do Brasil

2018, imprensa,
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O filme "O Processo", da diretora Maria Augusta Ramos, que reconstitui os 271 dias do julgamento do impeachment da então presidenta Dilma Rousseff até sua deposição em definitivo em 31 de agosto de 2016, será exibido em Sorocaba, entre os dias 21 e 27 de junho, no Cineplay do Sorocaba Shopping, localizado na avenida Dr. Afonso Vergueiro.

O filme documentário teve estreia mundial no 68º Festival de Berlim, na Alemanha, e foi premiado com o terceiro lugar pelo voto popular, sendo aplaudido sob gritos de "bravos", o que nunca tinha acontecido com um filme antes em terra alemãs, como pontua o jornalista Urariano Mota. O trabalho de Maria Augusta também recebeu o prêmio de melhor longa-metragem no Festival de Cinema IndieLisboa, em Portugal.

No Brasil, o filme estreou no dia 17 de maio, em 60 salas de 23 cidades do país. Agora, o premiado "O Processo" começa a ganhar as salas de cinemas das grandes cidades brasileiras.

Ovacionado por onde passa, "O Processo" é resultado de cerca de 450 horas de material filmado, foram horas e horas de reuniões e discussões a portas fechadas e de debates acalorados nas tribunas do Congresso Nacional. A diretora Maria Augusta Ramos e sua equipe tiveram acesso único a presidenta Dilma Rousseff e sua defesa, circularam pelos corredores do Congresso Nacional e testemunharam bastidores nunca mostrados em noticiários das emissoras de TV.

O filme também é um relato de um país dividido, representado pelas cercas e grades na Esplanada dos Ministérios. De um lado, grupos pró-impeachment, impulsionados pela imprensa comercial, defensores da tese de que se estaria combatendo a corrupção. De outro, os que afirmavam que tudo não passava de um golpe urdido pelo poder econômico, tingido de legalidade a partir de um processo jurídico e político inaugurado, em ato de vingança, pelas mãos do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB-RJ), hoje preso por corrupção.

Segundo a diretora, "houve uma preocupação em desconstruir uma ideia hegemônica", disse sobre a ilusão de que o processo fosse parte de um processo democrático. "Para isso, foi importante não ser sensacionalista e trazer argumentos dos dois lados de forma cristalina", disse Maria Augusta.

"O filme não tem lado, mas não é imparcial. Ele é produto da minha descoberta. Tento retratar a realidade por diversas narrativas e pontos de vista", disse a diretora ao jornalista Juca Kfouri, no programa Entre Vistas, da TVT.

Com informações de Rede Brasil Atual e Pragmatismo Político
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