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25-Fev-2019 15:59
AÇÃO SOCIAL

Entidades que atendem pessoas com deficiência participam de assembleia da categoria

As entidades apresentaram as necessidades desse público aos trabalhadores(as)

2019, imprensa, Fabiana Caramez
Maria de Lourdes, da escola Integrar, fala aos trabalhadores sobre as necessidades das pessoas com deficiênciaFabiana Caramez

Com o objetivo de contribuir com a melhora na qualidade do atendimento no transporte urbano e especial às pessoas portadoras de deficiências física e psíquica, o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região recebeu em sua sede, para dialogar com os profissionais do transporte, representantes de três entidades da sociedade civil sorocabana que atendem pessoas com deficiência.

As entidades apresentaram à categoria as reclamações mais comuns e as necessidades no atendimento às pessoas com deficiência durante as assembleias realizadas na sexta-feira, 22, com os trabalhadores em transportes urbano e escolar, que incluiu o transporte especial.

A ideia surgiu após a representante do Movimento Mulheres em Ação (MMA), Elaine Cristina Santos, ter procurado o Sindicato dos Rodoviários.

“Nós avaliamos extremamente importante trazer essas reivindicações e reclamações para a categoria diretamente dos usuários. Dessa forma, o nosso Sindicato contribui para melhorar a qualidade da prestação de serviço no transporte urbano de Sorocaba e Votorantim”, afirmou o presidente do Sindicato Paulo João Estausia, Paulinho.

A representante da escola INTEGRAR, que atende crianças com paralisia cerebral, Maria de Lourdes Caldana falou dos cuidados que motoristas e agentes de bordo devem ter com as pessoas que utilizam o transporte especial, como amarrar corretamente as cadeiras de roda e não atrasar o itinerário. Ela ressaltou que muitos dos usuários do transporte especial ficam mais de duas horas nos ônibus e é comum ocorrerem situações de estresse, de convulsão e que os profissionais precisam estar preparados para resolver essas questões com sensibilidade e afeto.

A usuária do sistema de transporte urbano, Elaine Cristina Santos é deficiente visual e relatou alguns problemas que enfrenta diariamente ao se locomover. Elaine explicou que não existe em Sorocaba um sistema em que os deficientes visuais sejam informados sobre qual ônibus está chegando ao ponto, por isso eles precisam parar todos os ônibus para perguntar qual é a linha. Nesse caso, Elaine pede mais compreensão dos motoristas e agentes.

Ela explicou também que muitos deficientes visuais têm outros problemas físicos. Elaine falou do seu próprio caso, além da baixa visão ela sofre com problemas de locomoção que muitas vezes a impede de levantar as pernas para subir nos ônibus, precisando do uso da rampa mecânica. Ela ressaltou que muitas vezes os profissionais do transporte não levam em consideração suas limitações, achando que está mentindo ou tentando se aproveitar.

Elaine, que pertence ao Movimento Mulheres em Ação, que busca o empoderamento de pessoas com deficiência, explicou que as cores das bengalas dos deficientes visuais indicam o grau da deficiência. Bengala verde representa baixa visão, bengala branca significa cegueira absoluta e bengala vermelha e branca significa deficiência visual e auditiva.

Também participou da assembleia a representante da Associação Sorocabana de Atividades para Deficientes Visuais (ASAC), Alessandra Alves, que reforçou a necessidade de os trabalhadores em transportes ajudarem com atenção e cuidado as pessoas com deficiência e os idosos.

Fabiana Caramez
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