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01-Out-2018 15:35 - Atualizado em 01/10/2018 15:50
#EleNão

#EleNão: Mulheres marcham contra Bolsonaro em todo o Brasil e no mundo

Mais de um milhão de manifestantes, em sua grande maioria mulheres, contra o fascismo, o machismo, a homofobia e o racismo

2018, imprensa, MídiaNinja
Ato #EleNão no Largo da Batata, em São Paulo, dia 29 de setembro de 2018MídiaNinja

As manifestações contra a escalada do ódio e do fascismo convocadas por mulheres ganharam as ruas de mais de 30 cidades no Brasil e de 15 no exterior neste sábado (29). Milhares de manifestantes saíram às ruas de diversas capitais brasileiras em todas as regiões do país como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Teresina, Recife, Brasília, entre outras, cidades do interior de São Paulo como Campinas e São José dos Campos e de outros estados também tiveram manifestações.

O rechaço ao candidato da direita nas eleições de outubro Jair Bolsonaro (PSL) reuniu uma multidão por #EleNão em São Paulo, no Largo da Batata, zona oeste da cidade. Por volta de 18h30 a Polícia Militar estimava a concentração em 150 mil pessoas, enquanto os organizadores falaram em 250 mil pessoas, segundo a reportagem da Rádio Brasil Atual. 

Entre as razões dos atos, está o fato de Bolsonaro pregar a misoginia, a homofobia e ameaçar a democracia, não aceitando o resultado das eleições, caso ele não seja o vencedor.

A empresária Glauce Mendes, 40 anos, integrante do coletivo Mães pela Diversidade, segurava ao lado dos filhos uma faixa com os dizeres "Tire seu ódio do caminho que eu quero passar com meu amor". "A gente sente na pele o tamanho do ódio", diz, referindo à onda de preconceito. "O ódio e o prenceito são crueis contra todos, contra a humanidade, e não somente com a comunidade LGTB", destaca.

“Depois do golpe contra a Dilma Rousseff (PT), muitos valores estão indo por água abaixo. Precisamos nos posicionar sobre o que não queremos para o Brasil de jeito nenhum. Nenhuma ditadura ou coisas que separem as pessoas. Queremos que as pessoas se desenvolvam. Quero pensar por aí. Mais do que direita e esquerda, valores solidários e humanitários”, definiu a artista plástica Sílvia Mecozzi.

Confira a reportagem em vídeo:

A curadora e marchand de fotografia Isabel Amado disse estar presente no ato para “lutar pelas conquistas que houve nos últimos 20 anos. É impossível termos um momento de retrocesso. Sou absolutamente contra esse homem que se diz representante do meu país. Ele não me representa, não representa o que conquistei ao longo da minha vida. Sou a favor da liberdade de expressão, por isso estou aqui”.

Diferentes grupos sociais também foram para o Largo da Batata, após o chamado das mulheres. Comunidade LGBTI+, movimento negro, ou simplesmente os que defendem a democracia. O candidato à vice-presidência pela Rede Sustentabilidade, Eduardo Jorge, disse à RBA que este é mais um episódio das dificuldades que o Brasil passa nos últimos tempos (...). "Esse ato é contra um tipo de autoritarismo. Eu sou contra todo tipo de autoritarismo e totalitarismo. Estou nessa."

A médica Célia Medina, médica, 70 anos, um das líderes do movimento Democracia Corintiana afirmou que o movimento representa um gesto pelo "Brasil que queremos". “Mais do que corintiana, sou da democracia corintiana que representa uma luta importante dos amantes de futebol e de política que, sobretudo, quer um país melhor. Queremos um país de direitos iguais, justo, sem essa distância enorme de classes. Queremos um país com direitos iguais para homens e mulheres. Um país sem o racismo assombroso do Brasil. O contrário disso tudo está representado pelo coiso, pelo #EleNão.”

Ao fim do evento os manifestantes saírem em marcha em direção à Av. Paulista e percorreram cerca de 6 quilômetros. Chegaram ao destino por volta de 20h. "Foi um ato gigante, demos um enorme passo para lutar contra o Bolsonaro, precisa ser nas ruas, defender nossas ideias. A luta contra o fascismo no país tem rosto de mulher", disse a jornalista ativista da Mídia Ninja que fez a transmissão da caminhada até a Paulista.

 

Mulheres em Movimento de Sorocaba

Três ônibus lotados, organizados pelo “Mulheres em Movimento”, que reúne militantes de diversos setores da cidade, representaram Sorocaba no ato em São Paulo.

Para a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Sorocaba, a advogada Emanuela Barros, que participou da mobilização, o protesto demonstrou a força feminina contra os ataques feitos pelo candidato contra mulheres, homossexuais, indígenas e as minoria sociais em geral.

“De forma pacífica, as mulheres mostraram a sua força na luta contra a intolerância, o ódio, o preconceito e tudo de abominável que o projeto do Bolsonaro representa. Mais uma vez, somos protagonistas de nossas histórias e mostramos isso para todo o mundo. Ele jamais”, enfatiza a advogada.

Novo ato suprapartidário das Mulheres contra o Bolsonaro está sendo convocado para sábado, dia 6, a partir das 15h, no Masp, na avenida Paulista, em São Paulo.

Confira a Galeria de Fotos do fotógrafo Foguinho, do SMetal:

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Com informações de Rede Brasil Atual, Jornalistas Livres e Imprensa SMetal
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