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26-Abr-2018 15:49
RETOMADA?

Desemprego sobe pelo segundo mês seguido em São Paulo

Taxa foi de 16,9% em março, com quase 1,9 milhão de desempregados. Pesquisa mostra diminuição em 12 meses, mas à custa de saída de pessoas do mercado e maior trabalho autônomo

DESEMPREGO, PIXABAY
Pesquisa detectou mais desempregados "ocultos" pelo trabalho precário. Retração ocorre pela saída do mercadoPIXABAY

São Paulo – A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo subiu pelo segundo mês seguido e chegou a 16,9% em março, ante 16,4% em fevereiro. Está em menor nível do que o observado em março de 2017 (18,5%), segundo a pesquisa da Fundação Seade e do Dieese, divulgada nesta quarta-feira (25). O número de desempregados é estimado em 1,860 milhão, 59 mil a mais no mês (3,3%) e 206 mil a menos em 12 meses (-10%). Mas a pesquisa detecta mais desempregados "ocultos" pelo trabalho precário. E a retração em um ano ocorre, principalmente, pela saída de trabalhadores do mercado.

De fevereiro para março, a alta do desemprego se explica tanto pela entrada de pessoas no mercado de trabalho (23 mil) como pelo fechamento de vagas (36 mil). Na comparação com março do ano passado, a queda na taxa se dá mais pelo menor número de pessoas à procura de trabalho: são 162 mil a menos na população economicamente ativa (-1,5%). Nesse período, foram abertas apenas 44 mil vagas (0,5%), para ocupações em geral, enquanto o total de assalariados caiu em 88 mil (-1,4%).

De acordo com a pesquisa, a taxa de desemprego é maior (20,5%) na chamada sub-região leste, que abrange municípios como Guarulhos, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Suzano e Mogi das Cruzes. Fica em 16,6% na sudeste, onde se localiza o ABC, e em 16,3% na capital.

Ainda no mês, há uma pequena alta, quase estabilidade (0,3%), de trabalhadores com carteira assinada (mais 17 mil), enquanto os "sem-carteira" são menos 11 mil (-1,6%). Em 12 meses, o total de assalariados com carteira no setor privado quase não muda (-0,1%), enquanto o número de trabalhadores sem registro cai 9,5% e o de autônomos cresce 8,9%. A participação desse último grupo no total subiu de 17% para 18% em um ano.

Entre os setores de atividade, apenas o comércio/reparação de veículos tem alta no mês, com acréscimo de 30 mil ocupados (1,9%). Cai a ocupação na indústria (-1,1%, ou menos 15 mil), na construção (-6,3%, menos 39 mil) e no setor de serviços (-0,6%, menos 31 mil). Em um ano, alta na indústria (4,1%, 52 mil) e nos serviços (1,9%, 100 mil) e queda na construção (-1,2%, menos 7 mil) e no comércio/reparação de veículos (-6,3%, menos 110 mil).

Estimado em R$ 2.084, o rendimento médio dos ocupados subiu 0,3% no mês e 3% em 12 meses.

Redação RBA
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