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26-Abr-2018 16:11 - Atualizado em 02/05/2018 16:22
#2CongressoCNTTL

Delegados e delegadas lançam Comitê de Ação Permanente dos Trabalhadores em Transportes "Lula Livre"

“Não haverá vitória para a classe trabalhadora se a nossa maior liderança ficar presa injustamente”, frisa Paulinho, presidente da CNTTL/CUT, durante solenidade de abertura

CNTTL, LULA, BRASÍLIA, Marcelo Lima/DF
Mesa de abertura do 2 Congresso Nacional da CNTTLMarcelo Lima/DF

Lutar pela liberdade de Lula, que simboliza a esperança de um Brasil fraterno, justo e igualitário para todos, foi a palavra de ordem dos 130 delegados e delegadas de oito modais de transportes que marcou a abertura do 2º Congresso Nacional da CNTTL, realizado na noite de quarta-feira (24), na sede da Contag, em Brasília. O evento termina na sexta-feira.

Em vários momentos dos discursos, os dirigentes, as lideranças dos setores  de transporte e parlamentares do campo democrático e popular (abaixo) aclamaram alto e em bom som: “Lula Livre, Lula é inocente, Todos Somos Lula  e Lula é o nosso candidato à presidência do Brasil”.

Com esse gesto de unidade e solidariedade, o presidente da CNTTL, o rodoviário de Sorocaba, Paulo João Estausia, mais conhecido como Paulinho, anunciou o lançamento do Comitê Nacional de Ação Permanente dos Trabalhadores em Transportes “Lula Livre”.  Para demonstrar o carinho a Lula, os sindicalistas entregarão, em Curitiba, onde está como preso político, uma camiseta com centenas de assinaturas de apoio. 

“Nossa obrigação era reagir e impedir a prisão de Lula, com uma greve geral. Não haverá vitória para a classe trabalhadora se a nossa maior liderança do Brasil e do mundo ficar presa. Nosso dever e obrigação é lutar pela liberdade de Lula”, reforça Paulinho. 

Durante sua fala, o presidente da Confederação elogiou a grande participação de mulheres de importantes setores de transportes, dos jovens sindicalistas, dos veteranos do ramo dos transportes e reforçou a importância de todos ajudarem a reelegerem deputados que defendam os interesses dos trabalhadores no Congresso. 

“Temos que reeleger companheiros, como o Arlindo, Vicentinho e o Chico Vigilante. Hoje no Congresso Nacional só temos 28 deputados que votam a favor dos trabalhadores. Neste Congresso vamos debater questões estruturais dos nossos setores, com um dos desafios é organizar os caminhoneiros. Precisamos sair daqui com data, dia e horário pra gente começar a reagir”, frisa Paulinho.

Politizar os trabalhadores 

O deputado federal (PT/SP), Arlindo Chinaglia, defendeu a importância de o movimento sindical dos transportes intensificar a luta pela democracia, pela liberdade de Lula, manter a unidade nas lutas e, principalmente, politizar os trabalhadores.

“O golpe que tirou a Dilma, que prendou o Lula é um golpe contra os direitos dos trabalhadores. As mudanças do governo Temer regrediram o Brasil à década de 30, mas têm coisas mais graves acontecendo. A privatização da Eletrobras é um deles. A estatal vale R$ 370 bilhões e querem entregá-la por R$ 12 bilhões.O caso Marielle é muito grave: morrem 160 pessoas por dia de morte violenta no Brasil e quem mais morre são os pobres, os negros e os homens jovens”, alerta. 

Eduardo Guterra, vice-presidente da CNTTL e diretor da Executiva da CUT, concorda com Arlindo e destaca outro desafio que é respeitar o direito do povo escolher quem fará os destinos da nação.  

“Temos um papel importante de fazer a politização dos trabalhadores. Por isso temos que dialogar com os trabalhadores e questionar: nestes dois anos de golpe, a nossa vida melhorou? O emprego e a saúde melhoraram? É esse o debate que temos que fazer nas bases. Vamos à luta e a CUT dará  mais carinho para os transportes! Lula livre, Lula inocente, Lula presidente", finalizou, sob muitos aplausos dos 130 delegados e delegadas.

CNTTL, Marcelo Lima-DF
Delegados e delegadas durante a abertura do 2º Congresso Nacional da CNTTL/CUTMarcelo Lima-DF



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#LulaLivre



Viviane Barbosa, da Redação CNTTL/CUT
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