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26-Nov-2020 11:21
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Aumenta transmissão de Covid-19, mas Bolsonaro não tem plano de vacinação, nem de contenção do vírus

País segue sendo o segundo do mundo em total de mortes por Covid-19 e o terceiro em casos registrados. Número de óbitos cresce desde o dia 15

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Enquanto os governantes do mundo todo estão preparando os países para a vacinação contra Covid-19 e a proteção da população contra a segunda onda de contaminações e mortes, Jair Bolsonaro (ex-PSL) não entrega planejamento para vacinação e nem apresenta proposta para conter o vírus e evitar mais mortes e sequelas da doença no povo brasileiro.

“Estamos entregues à própria sorte diante da segunda onda de contaminação por Covid-19. Até parece que a ineficiência do governo federal é proposital”, avalia o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região Paulo João Estausia.

Por isso, o Sindicato dos Rodoviários orienta os trabalhadores e trabalhadoras em transportes a redobrarem os cuidados, é preciso usar corretamente as máscaras, procurar ficar em casa quando não estiver trabalhando, higienizar adequadamente as mãos, braços e rostos, limpar sapatos e roupas ao entrar em casa.

 

Aumento expressivo de casos

O Brasil registrou 654 óbitos por Covid-19 e mais 47.898 novos casos da infecção causada pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. As informações são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o Conass, em boletim divulgado no início da noite desta quarta-feira (25). Desde o início da pandemia, em março, já são 170.799 óbitos, de um total de 6.166.606 casos oficialmente registrados.

Segundo levantamento que considera os dados dos últimos sete dias, feito por veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde, desde o dia 15 de novembro o país continua apresentando tendência de alta na média móvel de mortes. Considerando os últimos sete dias, a média móvel de óbitos foi de 472, uma aceleração de 29% com relação ao mesmo período imediatamente anterior.

 

Governo ineficiente

Enquanto a taxa de transmissão do coronavírus aumenta, o governo Bolsonaro se recusa a cumprir uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determina a entrega de um planejamento detalhado para a vacinação da população contra a Covid-19.

A determinação do órgão de controle foi aprovada pelo plenário no dia 12 de agosto, antes do novo surto da pandemia, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu e até agora não há indicação de que o plano sequer exista, informa o jornalista Murilo Camaroto, do Valor Econômico.

De acordo com o jornal, especialistas e técnicos do governo já não acreditam que o país deverá estar preparado para agir quando os primeiros lotes da vacina estiverem disponíveis. Com a resistência de Bolsonaro, não há um plano para distribuição para estados e municípios, muito menos a informação se haverá agulhas e seringas suficientes para atender a população.

A decisão de agosto do TCU, assinada pelo ministro Vital do Rêgo, impôs o prazo de 15 dias para o governo Bolsonaro detalhar as ações de produção e de compra dos imunizantes.  Além disso, pediu detalhes sobre o esquema planejado para viabilizar a vacinação da população. Para a eventualidade de tais planos ainda não existirem, o TCU permitiu que a Casa Civil e o Ministério da Saúde elaborassem o plano em parceria com as secretarias estaduais de Saúde e enviassem tudo em até 60 dias.

Ao justificar o pedido de reexame, a AGU informou que o atendimento da determinação poderia ter implicações prejudiciais para o governo. Isso porque a ordem teria sido encaminhada à Casa Civil, enquanto que o órgão responsável pelo planejamento desse tipo de ação seria o Ministério da Saúde. O TCU recebeu o recurso, mas internamente criticou o caráter “meramente procrastinatório” da apelação.

O Ministério Público junto ao TCU solicitou a abertura de uma investigação, e a comissão do Congresso que acompanha as ações do governo no enfrentamento da pandemia tenta adiantar uma audiência pública com o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello.

Fabiana Caramez, com informações das redações RBA e CUT
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