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27-Set-2019 10:25 - Atualizado em 27/09/2019 10:38
INTERNACIONAL

#2ºCongressoFUTAC: Lideranças da América Latina debatem a unidade do movimento sindical mundial

Dirigentes de Cuba e Venezuela endurecem as críticas ao governo de Donald Trump

2019, imprensa, Francine Scudeler
Marisol Fuentes Ferrer, do Sindicato Nacional dos setores de Comunicação, Informática e Telecomunicações Francine Scudeler

A necessidade de se construir um novo projeto sindical internacional com os sindicatos de trabalhadores em transportes da América Latina-- que seja classista, solidário e que inclua temas além da questão salarial – foi  debatido na tarde desta quinta-feira (26) durante o 2º Congresso Regional da América da FUTAC, que acontece na cidade de Sorocaba.

Dirigentes dos sindicatos filiados à FUTAC, à Federação Sindical Mundial (FSM) e à União do Transporte, Portos, Pesca e Comunicação (UIS) traçaram um panorama de suas lutas em seus países.

A dirigente cubana, Marisol Fuentes Ferrer, do Sindicato Nacional dos setores de Comunicação, Informática e Telecomunicações, fez duras críticas ao governo dos EUA, citando o bloqueio econômico que a Ilha sofre dos americanos há 60 anos. 

“O governo Trump tem feito uma forte propaganda contra Cuba, divulgando mentiras de que nós estaríamos intervindo na Venezuela. Recentemente, Trump firmou memorandos aos estados, fixando novas medidas de bloqueio econômico contra Cuba, fato que têm aumentado nossas dificuldades financeiras”, conta.

A sindicalista relatou que as restrições às remessas para as famílias cubanas não apenas prejudicam os interesses e a renda do povo cubano, de cada família que tem esses laços, mas também prejudica a liberdade e o direito que têm as pessoas nos EUA de enviar remessas para parentes, conhecidos e amigos próximos em Cuba e prejudicarão seriamente o setor de trabalhadores autônomos da economia cubana.

Marisol, que também representa a Central cubana de trabalhadores que tem 15 sindicatos de transportes, disse que o momento é de união de todos os sindicatos da América Latina. 

“No dia 3 de novembro, realizaremos em Cuba um protesto contra o imperialismo americano e contamos com apoio de todos nesta luta. É fundamental que unamos todas as nossas vozes contra a injustiça do bloqueio econômico, pela paz e por Lula Livre”, finalizou seu discurso sob muitos aplausos da plateia. 

Não é fácil ser sindicalista na Venezuela

2019, imprensa, Francine Scudeler
Luis Fernando, sindicato dos taxistas argentina, e Randolpah da Venezuela Francine Scudeler

Ranolpah Parra, do Sindicato dos Trabalhadores de Caracas/Venezuela, também subiu às crítica ao governo de Donald Trump, que é alvo de uma abertura de um inquérito formal de impeachment, motivado pela acusação de ter pressionado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investigar o filho do ex-vice-presidente Joe Biden.

O dirigente disse que hoje não é fácil ser sindicalista na Venezuela e que a oposição em seu país é irresponsável, não está interessada em paz e apenas deseja a guerra e o poder a qualquer custo.

“O imperador Trump tem planos militares contra nossa pátria, mas nós não nos intimidaremos. Temos uma luta de vanguarda e um presidente oriundo da luta operária, que nos enche de orgulho. Estamos junto com o nosso presidente, Nicolas Maduro, para defender nossa soberania e nossa pátria”, ressalta.

Ao final de seu discurso, o sindicalista venezuelano disse que a vitória da esquerda no México e a possibilidade da derrota de Macri nas eleições gerais na Argentina dão sinais de esperança para o povos latinoamericanos. 

“Temos que lutar pela liberdade de Lula, seguir o exemplo de Cuba que luta contra o imperialismo americano há 60 anos e assim como nós que seguimos a luta bolivariana. Somos um exemplo de luta para América Latina. Pela liberdade de Lula e  viva as mulheres revolucionárias”, finalizou sob aplausos dos sindicalistas.

 

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Viviane Barbosa, da Redação da CNTTL
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