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05-Nov-2019 11:04
ARAÇARIGUAMA

15º DIA DE GREVE EM ARAÇARIGUAMA: Empresa não permite, novamente, a saída de ônibus da garagem

Trabalhadores estão à disposição da empresa para cumprir a liminar

2019, imprensa, Diretoria
Trabalhadores em frente à garagem da Vertion aguardando a liberação dos ônibus para cumprimento de liminarDiretoria

A empresa Vertion Transportes continua a promover locaute, greve empresarial que é ilegal pela legislação brasileira. Nesta terça-feira, 5, a empresa que opera os transportes urbano, intermunicipal e escolar em Araçariguama não permitiu que os ônibus saíssem da garagem, desrespeitando a liminar da Justiça que determina a operação de porcentagem de 70% da frota de ônibus escolar e urbano durante a greve dos trabalhadores.

A Vertion não informou aos trabalhadores e ao Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região o motivo de impedir a saída dos ônibus.

Ontem, 4, a empresa teve a mesma atitude e o Sindicato dos Rodoviários registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia de Araçariguama.

Os trabalhadores estão nas proximidades da empresa, à disposição para colocar em circulação a porcentagem da frota de ônibus determinada pela liminar.

2019, imprensa, Diretoria
Garagem da Vertion permanece fechadaDiretoria

TRT-15ª

Nesta terça-feira, 5, irá acontecer uma nova audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15ª), em Campinas.

15º dia de greve

A paralisação da categoria começou no dia 22 de outubro em protesto contra as demissões por justa causa de alguns trabalhadores realizadas de forma arbitrária e por retaliação à greve realizada em agosto e porque a empresa não cumpriu com o que foi acordado nessa greve e continua a atrasar o pagamento do tíquete-refeição, que deveria ser pago no 5º dia útil de cada mês, a não efetuar o pagamento de adiantamento salarial, a não fornecer o plano de saúde e o plano odontológico (a empresa recolheu a documentação dos trabalhadores, mas não encaminhou aos planos), a manter motorista de micro-ônibus dirigindo ônibus convencional sem pagar o devido piso salarial e a manter uma frota de ônibus precária. Além de se rejeitar a negociar a pauta de reivindicações da campanha salarial deste ano, cuja data-base é 1º de maio.

 

Fabiana Caramez
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