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Foto: Fabiana CaramezFechar
Assembleia aprova continuidade da luta
Assembleia aprova continuidade da luta
Segunda-feira, 31 de julho de 2017

Trabalhadores do urbano de Sorocaba: A LUTA É PERMANENTE!

Assembleias aprovam luta permanente por reivindicações não alcançadas e contra os que querem derrotar a categoria
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Assembleia aprova continuidade da luta
Assembleia aprova continuidade da luta

Os trabalhadores e as trabalhadoras em transporte urbano de Sorocaba, reunidos em assembleias nesta segunda-feira (31), às 10h e às 18h, na sede do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, aprovaram por unanimidade manter a luta permanente por reivindicações que não foram alcançadas e contra todos aqueles que querem impor derrotas à categoria.

Os trabalhadores e as trabalhadoras do urbano de Sorocaba permaneceram em greve por reajuste salarial acima da inflação durante 25 dias. A paralisação começou no dia 22 de junho e só terminou nesta segunda-feira (31) por ordem judicial. Uma antecipação de tutela determinada pelo juiz relator Hamilton Luiz Scarabelim concedeu 4% de reposição de inflação nos salários, retroativo a 1º de maio, aumento de R$ 1,00 no tíquete-refeição a partir de novembro e concessão de participação nos lucros e resultados (PLR) no valor atual de R$ 1.500,00. A categoria lutava por mais 1,57% de aumento real nos salários.

A greve dos trabalhadores no urbano de Sorocaba entrou para a história do ramo do transporte e ficará registrada como referência de luta e organização sindical. "Estamos dando lição de luta nessa greve. A luta não acabou, ela é permanente. Nós só iremos tranquilizar quando recuperarmos nosso objetivo, a princípio o 1,57%. Essa greve é um exemplo nacional. Vocês entraram para a história. Nem judiciário, nem prefeito, nem empresas acreditaram que conseguiríamos suportar 25 dias de greve sem um único cidadão, companheiro ou companheira, tentar furar a greve. Eles acharam que nós iríamos baquear com as ameaças. Nós não baqueamos! Por isso somos vitoriosos!", afirmou o presidente do Sindicato Paulo João Estausia, Paulinho.

Nas assembleias, os trabalhadores também aprovaram resposta imediata a qualquer tipo de represália por parte das empresas em virtude da greve e a qualquer atitude do poder público que seja prejudicial à categoria.

CPI do Transporte

Existem rumores na cidade de que o prefeito eleito no ano passado José Caldini Crespo, que governa a cidade pela primeira vez, fez um conchavo com as empresas do transporte urbano, STU (Sorocaba Transportes Urbanos) e CONSOR (Consórcio Sorocaba), para impor uma derrota salarial e política à categoria e ao Sindicato. Em virtude disso, os vereadores devem criar na sessão de amanhã (1º) da Câmara Municipal a CPI do Transporte. O vice-presidente do Sindicato e vereador por Sorocaba Francisco França explicou na assembleia como será a CPI.

"Amanhã nós vereadores iremos criar a CPI do Transporte, já temos assinaturas suficientes para isso. Além de investigar toda a situação do transporte, uma das coisas que a CPI irá investigar é a situação financeira, a situação desse conluio do prefeito com as empresas. Há informações que elas seguraram (o aumento) porque o prefeito prometeu pagar os prejuízos (da greve). Nós não iremos deixar. O prefeito não pode usar dinheiro público para isso", explicou o vice-presidente França.

O prefeito Crespo é velho conhecido da categoria. No início da década de 1990, Crespo era o secretário de Transportes e presidente da Urbes - Trânsito e Transportes e foi o responsável pela retirada dos cobradores do sistema de transporte de Sorocaba.

Unidade e organização

O secretário geral do Sindicato Gileno dos Santos ressaltou que a greve trouxe ganhos importantes, porque mostrou a unidade e a organização dos trabalhadores. "Esta greve mostrou que a categoria está extremamente organizada, ouve e segue as orientações do Sindicato. Aqui ninguém saiu derrotado. Saímos vitoriosos!", afirmou Gileno.

"Demos um passo para trás para voltarmos mais fortes", falou o diretor financeiro Adalberto de Souza Carvalho. Dadá ressaltou que o retorno ao trabalho não foi por causa da multa determinada pela Justiça e sim por causa das consequências de não cumprir a decisão judicial que poderiam recair na categoria.

"Não estamos voltando ao trabalho por causa da multa de 50 mil reais determinada pelo TRT, porque tudo o que tem aqui é de vocês. Se nós precisarmos vender tudo e montar uma barraquinha em frente ao terminal para atender a categoria, nós iremos fazer", afirmou Dadá.

O julgamento do dissídio coletivo da categoria será agendado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas. As assembleias de hoje (31) foram realizadas na sede da entidade, localizada da rua Capitão Augusto Franco, 159. 

Fonte: Fabiana Caramez
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